Fingimento
Fernando Pessoa
A TEORIA DO FINGIMENTO POÉTICO
A teoria do fingimento poético consiste na transformação intelectual do pensamento, ou seja, o poeta finge completamente a dor. Na perspectiva de Fernando pessoa, existem três tipos de emoções que estão por detrás da poesia: as “emoções vividas” mas já passadas, visto que a composição de um poema deve ser feita não no momento da emoção, mas no momento da sua recordação; as emoções que ficam “presentes na recordação”, que são repetidas através de um processo de transformação pelo intelecto; e por fim as “emoções falsas”, não vividas mas sim imaginadas. Se nos questionarmos acerca das emoções do leitor, podemos obter a seguinte conclusão: estas emoções não são as vividas pelo poeta, nem aquelas que exprimiu artisticamente. São apenas emoções refletidas pelo poema, que provocam um estado de alma que não se define na totalidade. Logo, podemos concluir que toda a emoção que é verdadeira é transformada na inteligência, pois não se dá nela. Para uma emoção ser verdadeira, tem de se dar na inteligência e isto, segundo Pessoa, não se verifica, pois as emoções são sentidas primeiro pelo coração.
Assim, a teoria do fingimento poético resume-se na capacidade que o poeta tem de transformar com o intelecto, a matéria em poema e este funciona como o produto das emoções, intelectualizadas pelo sujeito poético.
Elaborado por: Ruben "Amaralhttp://ideiasemportugues.blogspot.pt/2009/09/fernando-pessoa-ortonimo-teoria-do.html"
transforma
O fingimento poético ... um ponto de vista de Fernando Pessoa. Na minha óptica também existe o fingimento do dia -a- dia (diário) em que a pessoa vive a mentira como se fosse a realidade levando o estado espiritual à ruptura. No trabalho, nos negócios, nas relações pessoais e interpessoais.
O Ser humano é um Ser Emocional que tenta colocar a lógica em primeiro plano, a realidade é que nem sempre sabe separar essas duas vertentes.
No trabalho deve-se colocar a vida pessoal em time-out para haver um melhor funcionamento e automatização ... mas a realidade é outra. Com o tempo a convivência com colegas torna-os mais próximos e esta visão é muito bonita na teórica o pior é a pratica. As ações começam a ser focadas não apenas em prol da empresa mas também em prol do que o outro vai pensar,
Ex: Segundo as regras a seguir não se deve proceder de determinada forma, o colega errou nessa vertente... devemos chamar à sua atenção? Devemos reportar a situação? O ser Emocional diz que não.... pois vai ferir de certa forma os sentimentos do colega... A lógica mete os termos muito claros, estes erros devem ser reportandos para que tal erro não se volte a repetir e haja então uma formação adequada a tal acontecimento.
Tanta conversa... para chegar a uma conclusão de pensamento... Hoje em dia vive-se mundos contraditórios... situações adversas, fingimentos diários tendo como base o fingimento poético e a infeliz mistura de assuntos pessoais nos profissionais. Pois o ser humano não consegue fingir o tempo todo, como diz um ditado, "A verdade tarda mas não falha"


